Foto Divulgação/GEA Há sons que atravessam o tempo. No Amapá, o toque das caixas do Marabaixo é um deles. Ele carrega a memória dos que vieram antes de nós, a fé de um povo que resistiu às adversidades e a força de mulheres e homens negros que transformaram sua história em identidade.
Neste Dia Estadual do Marabaixo, é impossível não reconhecer a importância de um olhar sensível para essa manifestação que é a alma do nosso estado. Professor e historiador por paixão e amapaense por convicção, o governador Clécio Luís tem demonstrado que governar também é cuidar daquilo que não se mede em números: a cultura, a memória e o sentimento de pertencimento de um povo.
Ao longo de sua gestão, o Marabaixo deixou de ser lembrado apenas em datas comemorativas para ocupar o lugar que sempre mereceu: o de patrimônio vivo do Amapá. Investimentos, apoio aos barracões, fortalecimento do Ciclo do Marabaixo e valorização dos fazedores de cultura têm sido marcas de uma gestão que compreende que tradição não é passado. Tradição é futuro.
Porque, quando uma criança aprende o significado dos ladrões, quando um jovem se orgulha de suas raízes e quando os mais velhos veem sua história respeitada, toda a sociedade ganha. Preservar o Marabaixo é preservar a dignidade de quem lutou para que essa herança não se perdesse.
Clécio costuma dizer que o Amapá precisa crescer sem esquecer quem é. E talvez seja justamente essa a maior lição do Marabaixo: seguir em frente sem soltar as mãos da ancestralidade. Entender que desenvolvimento e cultura caminham juntos e que um povo só constrói um futuro forte quando reconhece a grandeza de suas origens.
Hoje, quando as caixas rufam pelos barracões e as saias coloridas giram em celebração, o que se vê é mais do que uma manifestação cultural. É um povo reafirmando sua identidade. É a resistência transformada em festa. É a história viva do Amapá.
E é por isso que investir no Marabaixo é muito mais do que financiar eventos. É reconhecer mestres e mestras, valorizar comunidades inteiras e dizer, com ações concretas, que a cultura do nosso povo importa.
Neste Dia Estadual do Marabaixo, fica a homenagem a todos aqueles que mantêm essa tradição pulsando geração após geração. E o reconhecimento a quem compreende que governar também é ouvir o som das caixas, respeitar a sabedoria dos ancestrais e garantir que o orgulho de ser amapaense continue ecoando pelos quatro cantos do estado.
Porque o Marabaixo não mora apenas nos barracões.
O Marabaixo mora no coração do Amapá





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