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Macapá,07/06/2026

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    Ciclo do Marabaixo 2026 chega ao fim neste final de semana com a tradicional derrubada dos mastros e renovação da fé nos barracões

    Após mais de dois meses de celebrações, rezas, ladainhas e rodas de marabaixo, comunidades do Laguinho, Favela, Campina Grande e Casa Grande encerram neste fim de semana uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do Amapá.

    Por Cláudio Rogério
    Ciclo do Marabaixo 2026 chega ao fim neste final de semana com a tradicional derrubada dos mastros e renovação da fé nos barracões Foto: Acervo Berço das Tradições

    O Ciclo do Marabaixo 2026 entra
    em seus momentos finais neste sábado e domingo, com a tradicional derrubada dos
    mastros do Divino Espírito Santo e da Santíssima Trindade, ritual que simboliza
    o encerramento das festividades e marca a escolha dos novos festeiros
    responsáveis por manter viva a tradição no próximo ano.

    Reconhecido como uma das maiores
    expressões da cultura afro-amapaense, o Marabaixo reúne fé, ancestralidade,
    resistência e identidade cultural. Durante mais de dois meses, os barracões se
    transformaram em espaços de celebração, acolhimento e preservação das
    tradições, com rodas de marabaixo, ladainhas, novenas, cortejos, levantamento e
    retirada de mastros, além da partilha do caldo e da tradicional gengibirra.

    O encerramento acontece no
    chamado Domingo do Senhor, celebrado após o feriado de Corpus Christi.
    Ao todo, sete barracões participam da programação final: três na Favela, dois
    no Laguinho e dois nas comunidades rurais de Casa Grande e Campina Grande.

    O Ciclo do Marabaixo teve início
    no Sábado de Aleluia, em 4 de abril, seguindo um calendário secular transmitido
    de geração em geração. A celebração
    representa um patrimônio vivo do povo amapaense, fortalecendo os laços
    comunitários e reafirmando a devoção ao Divino Espírito Santo e à Santíssima
    Trindade.

    A derrubada dos mastros simboliza
    o encerramento de mais uma jornada de fé e cultura, mas também o compromisso de
    continuidade da tradição. É neste momento que são escolhidos os festeiros que
    assumirão a missão de organizar o ciclo do próximo ano, garantindo a
    preservação de um legado que atravessa séculos.


    Programação de Encerramento

    Sábado, 6 de junho

    Barracão da Santíssima
    Trindade – Campina Grande


    • 18h – Derrubada do Mastro

    • Escolha dos novos festeiros

    • Ladainha

    • Jantar

    • Marabaixo até meia-noite

    Barracão Santíssima Trindade –
    Casa Grande


    • 5h – Alvorada de Fogos

    • 10h – Torneio de Futebol

    • 12h – Almoço

    • 14h – Início do Bingo e Baile Social até o
      amanhecer

    • 19h – Jantar

    Domingo, 7 de junho

    Barracão Santíssima Trindade –
    Casa Grande


    • 7h – Derrubada do Mastro com marabaixo e
      encerramento dos festeiros

    Marabaixo do Domingo do Senhor

    Barracão Tia Bilo – A.C.
    Raimundo Ladislau (Laguinho)


    • 18h – Derrubada dos mastros do Divino Espírito
      Santo e da Santíssima Trindade

    • Escolha dos festeiros de 2027

    • 00h – Encerramento do Ciclo do Marabaixo do
      Laguinho 2026

    Barracão Mestre Pavão –
    Afomapa (Laguinho)


    • 18h – Derrubada dos mastros do Divino Espírito
      Santo e da Santíssima Trindade

    • Escolha dos festeiros de 2027

    • 00h – Encerramento do Ciclo do Marabaixo do
      Laguinho 2026

    Barracão Azebic (Favela)


    • 18h – Derrubada dos mastros da Santíssima Trindade

    • Escolha dos festeiros de 2027

    • 00h – Encerramento do Ciclo do Marabaixo da Favela
      2026

    Barracão Dica Congó – Raízes
    da Favela Dica Congó


    • 18h – Derrubada dos mastros da Santíssima Trindade

    • Escolha dos festeiros de 2027

    • 00h – Encerramento do Ciclo do Marabaixo da Favela
      2026

    Barracão Tia Gertrudes – Berço
    do Marabaixo


    • 18h – Derrubada dos mastros da Santíssima Trindade

    • Escolha dos festeiros de 2027

    • 20h – Encerramento do Ciclo do Marabaixo da Favela
      2026

    Com a derrubada dos mastros,
    encerra-se mais um capítulo da maior manifestação cultural afro-religiosa do
    Amapá. Entre caixas, ladrões, rezas e celebrações, o Marabaixo reafirma sua
    força como patrimônio vivo da identidade amapaense, mantendo acesa a memória
    dos ancestrais e renovando a fé que une gerações.
























































     




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